O “reino do amor livre”

Um reino vazio

Ultimamente muito tem se falado da liberdade do “amor” e na defesa do relacionamento entre casais do mesmo sexo. O estouro veio com a aprovação do casamento gay nos Estados Unidos da América que causou uma demonstração de alegria para os que são a favor e profundo horror para os que são contra. A aprovação deste tipo de casamento não muda praticamente em nada o estado de nossa sociedade, ou seja, casais gays continuam existindo, se juntando, se separando, normal. No mesmo ritmo de antes. No entanto, por de trás deste discurso de “liberdade do amor” ou da “alegria do amor livre” há, de fato, apenas egoísmo, intolerância, hipocrisia, mentiras e desespero em vias de implantar uma ditadura da falta de gênero, uma ditadura gay.

Vamos imaginar um homem comum. Ele decide se casar com uma mulher, constituir uma família e ter filhos. Se tiver um filho, ele deseja que este filho se case com uma mulher, constitua família e tenha filhos. Se tiver uma filha, deseja que ela se case com um homem, constitua família e tenha filhos. Este homem, este pai, junto de sua esposa, educará os seus filhos para que se comportem e atinjam este simples objetivo. De acordo com esta ideologia do gênero livre ou da falta de gênero, este desejo pode ser considerado homofobia, uma discriminação, um impedimento ao livre desenvolvimento da criança. Ou seja, os pais não podem educar os seus filhos com base em seu gênero, porém o Estado, por meio da educação pública, pode, e vai, ensinar as crianças através de uma imposição de que elas não podem se apegar ao seu gênero. Que na verdade elas são assexuadas até que atinjam à maturidade. Ora, é uma grosseira negação da realidade. Torna-se crime o direito dos pais de ensinar um filho a se portar como homem e uma filha a se portar como uma mulher.

Imaginemos outra situação. Imaginemos um gerente de algum setor de uma empresa. Imaginemos que um colaborador homossexual passe a investir neste gerente de forma a tentar construir uma relação amorosa. Imaginemos, ainda, que o gerente se negue e passe a evitar todas as investidas deste colaborador. Ao criar um comportamento contrário e indiferente a este colaborador homossexual, o gerente pode ser considerado um intolerante, homofóbico, por não aceitá-lo ou sequer considerar a hipótese de ter relações com ele. Torna-se crime o direito de uma pessoa se negar a ter relacionamentos com pessoas do mesmo sexo ou de simplesmente não apoiar um.

Onde estará a liberdade em tudo isso? Onde estará o amor em tudo isso? Somos livres para aceitar o que nos é imposto? Não há amor neste discurso e nem liberdade. Há apenas egoísmo consumista banhado por ódio. É uma ditadura gay, porque quer criminalizar o direito de não concordar, de contrariar, de simplesmente não apoiar um comportamento homossexual. O Estado, movido por um punhado de acadêmicos bossais norteados pelo som de seus próprios egos, quer impor que as nossas crianças sejam tratadas como assexuadas. Querem criar uma classe especial de pessoa com direitos e privilégios acima dos outros. E isso é tão absurdo quanto negar a sexualidade física e mental de nossas crianças. Do jeito que pregam parece que a homofobia é o único problema do mundo e que os homossexuais a única classe de pessoa que sofre no planeta. Ora, a violência contra nossas preciosas e batalhadoras mulheres, em quantidade, é assombrosamente maior. E qual é a solução? Criar um país só de mulheres? Separá-las dos homens? Levá-las para outro planeta? Se para tratar a homofobia estamos considerando ideias absurdas e sem nexo, por que não para resolver a questão da mulher?

Por outro lado, diante das manifestações em prol do casamento gay, a igreja do Senhor Jesus tem adotado uma postura vergonhosa. O discurso cheio de juízo e de ódio que tem adotado alegando defender os valores da família e a própria honra de Deus são um desfavor à pregação do evangelho de Jesus, nosso Salvador. Em primeiro lugar, porque Deus é Deus e é capaz de se defender sozinho, não precisamos defendê-lo de nada, pelo contrário, é Ele que nos defende de tudo. Em segundo lugar, porque estamos classificando o homossexualismo como uma espécie de pecado pior do que os outros, um pecado especial, mais hediondo. Este pensamento é um retrocesso ainda maior que o primeiro. Deus abomina, condena e detesta o pecado e não apenas o homossexualismo. E qual é o ser humano que não possui pecados? Não estamos acima de ninguém. Devemos tratar o homossexualismo como ele é: mais um pecado que nos afasta de Jesus como qualquer outro.

A verdade é que o ser humano possui um rombo em sua alma, um buraco infinito, do tamanho de Deus, que o impede de ser feliz. Um indivíduo pode dizer: sou infeliz, porque sou mulher, mas nasci homem. Outro pode dizer: sou infeliz, porque sou homem, mas nasci mulher. E ambos podem dizer: mudarei de comportamento em busca da minha felicidade, serei o que não sou. Mais ainda, se não posso ser feliz com meu gênero, ninguém poderá, por isso vamos acabar com a ideia de gênero para que possamos transitar entre os dois estados em busca de prazer, em busca de felicidade genuína. O que a igreja do Senhor Jesus precisa entender é que  a humanidade como um todo, e não só os homossexuais, prossegue em cometer erros, a desrespeitar ao Senhor e continuamente fazer o que é mal seguindo de maldade em maldade, porque não conhece a Jesus Cristo, nosso Deus Salvador, e tudo que faz de ruim é o reflexo do desespero de suas almas na busca pela felicidade genuína que, hoje, temos em Cristo Jesus, nosso maravilhoso Senhor.

A força da lei não tem poder de transformar o coração do homem. Se um homem ou mulher quiser se relacionar com alguém do mesmo sexo, irá. Com ou sem lei. Não é um combate ferrenho de argumentos e companhas e proibições e revoltas que irá mudar o coração do homem, mulher, jovem ou criança. Elas precisam encontrar a Jesus Cristo e Nele ter o norte certo para o modo de viver. É assim que somos. Cremos em Jesus, Ele nos transforma em verdade e nos ensina a passar por este mundo até que voltemos a Ele ou que Ele venha a nós. O fato é que sem Jesus: sem norte. Sem Jesus: sem rumo certo na vida. Sem Jesus: sem seguir a Deus e seus desígnios. Este é ponto chave da vida: levar as pessoas a Jesus Cristo para que possam viver segundo o coração de Deus. Porque assim que Jesus muda o coração de alguém, muda para valer, pode ser homossexual ou defensor de causas bizarras, pode ter vivido a vida inteira no pecado, pregando o que é errado, vivendo o que é errado, não importa, uma vez transformado em Jesus Cristo, transformado para sempre. E para mostrar Jesus é preciso amor ao próximo.

Porque todos os empreendimentos humanos não passam de apenas mais uma busca vã, egoísta e desesperada para ser feliz sem Deus, sem Jesus Cristo. Toda felicidade que este mundo pode dar, todos os prazeres, todos os amores, todas as conquistas não se sustentam em si. Somos insaciáveis e o nosso desejo por felicidade não termina. Pense bem. Se uma pessoa diz que será feliz com dinheiro, por que a pessoa que tem dinheiro só se preocupa em ganhar mais dinheiro? Se uma pessoa diz que será feliz com a mulher ou homem dos sonhos, o amor da vida, por que dura tão pouco? Por que o amor acaba tão cedo? Tudo o que nós seres humanos desejamos para satisfazer nossa saudade de Deus, de Jesus, acaba cedo. Acaba, porque tudo acaba sem satisfazer a alma. Tudo dura pouco. Tudo é quase nada. A verdadeira felicidade está em Deus, em se relacionar com Ele debaixo de seu incomparável amor, de sua graça infinita. Só Jesus pode satisfazer a alma do homem. Só Jesus põe fim em toda busca vã por felicidade.

Porque Ele é a felicidade.

Portanto, nós, como igreja de Jesus, entendendo que todo o mal que o homem faz é fruto da sua falta de Jesus, por não ter sua vida transformada por Ele e é consequência de sua busca desesperada por felicidade, não podemos disparar um discurso de ódio com juízo bíblico contra nosso próximo. Devemos sim defender as Escrituras Sagradas e condenar o pecado em todas as suas formas, mas sem abrir mão do amor ao próximo. Devemos ensinar nossa geração sobre as verdades de Deus e desmascarar os horrores da escravidão do pecado e de satanás por meio do amor de Deus. A igreja deve ser um lugar de acolhimento onde, homossexual ou não, a pessoa que vier a Jesus venha em paz na certeza da graça maravilhosa do Senhor que outrora também nos recebeu e nos restaurou. E prossegue em nos restaurar dia a dia. Ensinando-nos, assim, o que é viver feliz, feliz em eterno relacionamento de amor com o Senhor Deus, nosso Criador, Consolador e Salvador.

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. João 13:34-35

 

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Dorly Junior

Dorly Junior

Dorly Junior é servo de Deus. E descobriu no Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, a genuína liberdade da escravidão do próprio ego. Curte Rock'n'roll e filme de terror. Atende no Facebook. Me acha lá! =D

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