O sentido último da vida

O sentindo da vida é refletir a salvação em Cristo Jesus, nosso Deus.

A vida cristã é um caminhar. A vida com Deus é um processo de aprendizado e amadurecimento contínuo, um amadurecimento espiritual e emocional iniciado e consumado pelo próprio Deus, o nosso Senhor. E o que podemos esperar deste relacionamento? O que podemos esperar deste processo de amadurecimento? A plenitude do poder de Deus? A eliminação da prática do pecado em nossas vidas? Uma santidade permanente na vida? Certamente, e retumbantemente, não.

Uma vez convertidos ao Senhor, nossos pensamentos são transformados, nossa mentalidade mudada, nossas ações, sonhos, projetos, a maneira como vemos o mundo e as coisas do mundo são completamente convergidos para excelente vontade e propósitos de Deus. Dia a dia somos moldados pelo Espírito Santo a ter uma vida que reflita o caráter de Jesus Cristo, nosso Deus, que exprima o amor do Senhor em nosso meio, porém a nossa carne (nossa maldade, nossa imoralidade, nossa corrupção) ainda permanece em nós e permanecerá até a morte. Sendo assim, podemos pecar, nos arrepender amargamente, nos voltarmos arrependidos ao Senhor, clamar por misericórdia, fazer lindíssimas, e sinceras, orações de confissão de pecados com lágrimas nos olhos e com um coração sagrando arrependimento; sermos perdoados, agraciados com a paz do Senhor e descansar, tudo isso para, depois de minutos, tornar a pecar. Voltamos a pecar nos mesmos erros, em erros novos, de diferentes e variadas maneiras tornamos a pecar. E pecaremos todos os dias até o fim da carne. Tão certo como a morte, tão certo como o Senhor vive. E não há quem possa fugir disso.

O rei Salomão foi um homem tremendamente sábio. Diante da responsabilidade de suceder seu pai, Davi, um homem segundo o coração de Deus que pela graça do Senhor foi um grande rei para a nação de Israel, o jovem Salomão buscou refúgio em Deus, tornou seu coração ao seu Deus e clamou por sabedoria. Não para se envaidecer, mas pelo desejo sincero de conduzir a nação do Senhor segundo o coração e vontade de Deus. Ciente disso, Deus abençoou Salomão com uma sabedoria sobrenatural e fez dele, e de seu reino, um reino sobremodo poderoso e abastado de riquezas e glórias humanas. No entanto, nem a abundante sabedoria, nem o temor do Senhor e nem a intimidade com Deus foram suficientes para eliminar o pecado da vida de Salomão. Salomão tomou para si muitas mulheres, perverteu o bom caminho do Senhor e permitiu que a idolatria permeasse o seu reino. E ele não foi o único, a Palavra de Deus, a Bíblia, está cheia de relatos de homens e mulheres que, apesar de ter um sadio e poderoso relacionamento com Deus, não foram capazes de abandonar a corrupção, as paixões, as vaidades e o pecado. Todos pecaram, todos cometeram erros, todos se desviaram.

E o que há de ser? Não há solução para nós? Que adianta ser um cristão se não deixamos nossos pecados, se continuamente erramos? Se o relacionamento com Deus, a intimidade com Deus e o temor do Senhor não podem eliminar a prática do pecado de nossas vidas? Como isso? Bem, precisamos entender o que Jesus Cristo, nosso Salvador, fez na cruz, o porquê e o para quê.

O pecado foi vencido de uma vez por todas na cruz por Jesus Cristo. Nosso poderoso Deus venceu o pecado de forma majestosa e retumbante, tomou sobre si todas as nossas dores, toda nossa culpa, toda nossa corrupção e nos remiu, nos sarou, nos fez de novo. Já não há condenação para os que andam com Jesus Cristo, somos justificados pela fé e pela graça de Cristo, e somos limpos de todo e qualquer pecado. Deus resolveu o problema do pecado de forma que, hoje, por Cristo, pela fé em Jesus, diante de Deus, somos sem pecado e irrepreensíveis. Se a culpa do pecado foi resolvida na cruz, a prática do pecado é resolvida na morte com o desfalecimento da carne, com o findar deste brevíssimo tempo chamado vida. Desta maneira, o Espirito Santo de Deus nos leva ao amadurecimento do entendimento de que independente de nós, das nossas falhas e de nossos pecados, somos aceitos e aptos para sermos usados poderosamente por Deus para os propósitos e sonhos de Jesus Cristo. Somos aceitos por Deus como filhos de seu amor para se relacionar em amor com Ele aqui no tempo e também na eternidade.

O relacionamento com Deus, a intimidade com Deus e o temor do Senhor em nossa vida, na carne, não são formas cabais de eliminar nossa corrupção, eliminar a prática do pecado, porque estas questões já estão resolvidas na cruz de Cristo, no sacrifício e na ressurreição de Jesus, nossos pecados estão cravados na cruz, pagos e mortos, e a prática de nossa corrupção afundada em nossas sepulturas no fim da vida. O nosso viver que temos hoje tem a finalidade de refletir a graça de Deus, que nos alcançou, para que alcance outras pessoas, é viver e retransmitir as palavras de vida de nosso Deus para que mais e mais pessoas, homens e mulheres, alcancem graça diante de Deus, nosso viver aqui é pregar o evangelho de salvação, graça e misericórdia de Jesus Cristo, o nosso Salvador Deus. Assim, o nosso relacionamento com Deus, a busca por arrependimento, o quebrantamento, a busca por sabedoria, as orações, as boas obras, o buscar ser cheios do Espírito Santo de Deus, o obedecer a vontade de Deus, em última análise, não é para sermos supercrentes, filhos exemplares sem pecado, sem corrupção, sem rebeldia, mas, sim, para sermos aptos para pregar o evangelho de Jesus Cristo com poder através de nossas vidas, através do exemplo, através da prática constante da fé. E tudo isso independe de pecar ou deixar de pecar.

Como podemos entender pelo texto “A verdadeira pregação do evangelho”, pregar o evangelho de Cristo se resume em se relacionar com Deus, entendemos também pelo texto “Pecados Rotineiros” que o pecado ou a prática do pecado não representam nenhum impedimento para se relacionar com Deus, ainda entendemos pelo texto “A boa obra” que se a nossa vida não reflete a nossa fé em ações e comportamentos, o nosso relacionamento com Deus simplesmente não existe, por fim, pelo texto “A Palavra de Deus” compreendemos que a Palavra de Deus é a fonte de toda nossa instrução, nosso manual da fé prática, nosso norte neste tempo tenebroso. Ora, se o sentindo último do homem é glorificar a Deus, o sentido último da vida terrena é pregar o evangelho de Jesus Cristo, posto que se relacionar com Deus, independente de pecado, é refletir o caráter de Cristo; o caráter de Cristo nos leva a buscar mais conhecimento em sua Palavra e a praticar a fé por obras, atitudes e comportamentos; esta busca e esta prática nos levam a um ciclo de quebrantamento, arrependimento, esvaziamento do ego, enchimento do Espírito Santo, de cura interior e entendimento da vontade do Senhor, tudo isto para estarmos aptos para refletir o amor de Deus por meio de nossas vidas, tudo isso para pregarmos o evangelho de salvação de nosso Senhor Jesus Cristo. Este é o sentindo último da vida terrena, não há outro motivo para estarmos respirando hoje, como se vê.

Portanto, não estamos neste mundo para ficar nos culpando por conta da prática do pecado, não estamos neste mundo para satisfazer nossas vontades egoístas, construir coisas e crescer em vanglórias humanas. Estamos neste mundo, neste tempo, para refletir o amor de Deus expresso na cruz de nosso Salvador. Devemos buscar praticar a justiça de Deus, devemos nos arrepender de nossas pecados, controlar nossas emoções, abandonar as práticas deste mundo, devemos ter o temor do Senhor, se relacionar com Deus e ter intimidade com o Senhor, porém não com ilusão de que alcançaremos a plenitude de santidade aqui, de que abandonaremos o pecado e seremos irrepreensíveis aqui, devemos fazer todas estas coisas na certeza, na esperança e na expectativa de que o Senhor, por graça e misericórdia, nos usará com poder para derramar mais graça e misericórdia na vida de nosso próximo, em nossas famílias, para que mais pessoas alcancem relacionamento, intimidade e temor do Senhor para a vida eterna com Jesus Cristo, onde não há pecado e nem prática do pecado. A vida eterna com Cristo é o nosso alvo, esta é a nossa vida, o começo da vida, esta é nossa pátria, este é o nosso lar. A vida terrena é uma brevíssima passagem onde tudo que não é relacionamento com Deus, vida com Deus e expressão da salvação de Jesus Cristo é uma penosa e inútil perda de tempo, um desperdício de vida.

Compartilhe!
Dorly Junior

Dorly Junior

Dorly Junior é servo de Deus. E descobriu no Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, a genuína liberdade da escravidão do próprio ego. Curte Rock'n'roll e filme de terror. Atende no Facebook. Me acha lá! =D

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *