Relacionamentos

Relacionamentos: a difícil tarefa de permanecer um diante das tribulações da vida a dois.

“Sem Deus, sem sede e fome de Jesus Cristo, seja namoro entre cristãos, seja namoro entre pessoas do mundo, seja casamento entre cristãos, seja casamento entre pessoas do mundo, todos trilharão, do início feliz pelo meio intrincado até o fim infeliz, uma tortuosa jornada rumo à separação ou pior: uma vida conjugal conveniente, infeliz e sem amor.”

Há uma ilusão fortemente difundida que inspira casais a acreditarem sobre a possibilidade de alcançar algum tipo de perfeição nos relacionamentos amorosos em si e de que este “amor perfeito” é suficiente para cultivar uma união próspera e estável. Uma forte causa dessa realidade é uma mentira bem orquestrada por satanás que tem prendido crentes e não crentes em um ciclo tenebroso de engano. Ora, não sejamos ingênuos quanto a este sofisticado plano de morte de satanás contra a estabilidade dos relacionamentos e da constituição da família, antes, reduzamos, agora, a pó este plano pelo pleno conhecimento da vontade e poder de nosso Deus.

Todo relacionamento amoroso, no seu início, aos olhos de quem ama, é maravilhoso; as conversas são gostosas, a presença um do outro é reconfortante, as variadas atividades a dois são prazerosas ao espírito, a alma e ao corpo. No entanto, no decorrer do tempo, naturalmente surgem as primeiras discussões, os primeiros desentendimentos, as primeiras vezes sem se falar por algum tempo, ciúmes tolos, brigas tolas, traições, ofensas, humilhações, agressões que causam profundas feridas emocionais e até físicas. Também neste mesmo tempo ocorrem as primeiras reconciliações, as primeiras promessas de mudanças, as primeiras novas tentativas de fazer tudo funcionar como no início e a renovação dos votos iniciais de amor. E se depois de toda forma de conciliação, de toda forma de entendimento mútuo, de todos planos de mudanças, de todas as promessas sem fim, se depois de tudo, efetivamente não der certo, na melhor das hipóteses, cada um segue seu caminho rumo a um novo amor. Um novo amor que é lindo no início, intrincado no decorrer do tempo e insuportável no seu fim. Ei-lo aí. O ciclo sem fim de mentiras e ilusões, o amor deste mundo, os relacionamentos segundo a crueldade de satanás, sem Deus, sem amor genuíno, destruindo casais, despedaçando famílias, dilacerando emocionalmente e espiritualmente namorados, namoradas, pais, mães, filhos e filhas.

Notadamente em nosso tempo os relacionamentos, de certa forma, também são modos de consumir. Prega-se quantidade. Quanto mais relacionamentos melhor, homens colecionam relacionamentos com variadas mulheres; mulheres colecionam relacionamentos com variados homens, por vezes sequencialmente, por outras tantas paralelamente. Há, na realidade, um “mercado” superaquecido de gente, de relacionamentos, com consumidores sem paciência, crentes e não crentes, que no primeiro sinal de dificuldade já desistem da união e partem para outra. Este “mercado” também se estende para os casamentos, de crentes e não crentes. Nos mais sensatos, namora-se por alguns anos, noiva-se por alguns outros e finalmente se casa. E a turbulência na convivência continua feroz no período de namoro, no noivado e também no casamento. Nesse balaio de velhas e novas promessas, de entendimentos e desentendimentos, de brigas e reconciliações, de fidelidade e traição, de paz e guerra, pelo cansaço, pelas feridas e pelo tamanho desgaste de ambas as partes, muitas das vezes, opta-se pela separação. Separação que pode dar início a corrida por um novo alguém recaindo sobre o ciclo mencionado anteriormente.

Para aqueles que ainda creem na união natural e estável, na constituição da família, a artimanha, como incontáveis outras, segue a mesma linha de pregar e estimular a independência de Deus em todas as áreas de nossas vidas, inclusive na amorosa, e de vender uma espécie de amor de contos de fadas onde não há brigas, não há desentendimentos, não há frustrações, não há lutas e nem provações. Tanto o homem quanto a mulher nutrem esta ilusão de amor humano perfeito, de relacionamento perfeito, e quando há o choque com a dura realidade percebem a ilusão, mas percebem a ilusão errada atribuindo ao relacionamento corrente o fracasso da vida a dois. No caso, assumem que não é que não exista um amor perfeito, ele só não aconteceu correntemente e que é perfeitamente possível dessa perfeição acontecer em outro relacionamento com outro alguém. Desta maneira, procuram um no outro um pilar de felicidade, de satisfação, de contínua alegria, conforto, segurança e amor. Procuram onde não se pode encontrar. E assim seguem de ilusão em ilusão, de relacionamento em relacionamento, em busca de uma perfeição inexistente até estagnar em algum ponto entre frustração absoluta e conveniência absoluta.

Então, todos os relacionamentos estão fadados ao fracasso? Não há relacionamento perfeito entre homem e mulher? Não há felicidade contínua em um casamento natural? Ora, não é assim. Não há segundo o amor deste mundo, segundo a crueldade de satanás, no entanto, há, segundo a graça de nosso Poderoso Deus, apesar de toda a nossa imperfeição, um caminho de alegria contínua, de crescimento mútuo, um amor perfeito entre homem e mulher em Cristo Jesus, nosso Rei.

A Palavra de nosso Deus nos ensina sobre o julgo desigual que recomenda o não relacionamento amoroso com pessoas que não compartilham a fé. De forma prática, crente deve namorar com crente. Todavia, crente não deve se relacionar com crente apenas, com gente que está dentro de igreja apenas, gente que tem denominação apenas, tampouco se relacionar com quem está fora, que não compartilha a fé, porque a complicada vida a dois, realidade presente em todo e qualquer relacionamento, cristão e não cristão, já é conflituosa por si só, quanto mais é longe de Cristo. Mas sim, se relacionar com alguém que tenha temor do Senhor genuíno. Nosso Deus, não instituiu regras e recomendações sobre relacionamentos meramente para satisfazer a Sua soberana vontade, mas também por amor de nós, para nos poupar sofrimento, pois qual é aquele que quer viver relacionamento infeliz, relacionamento que mais faz sofrer do que crescer? E não é assim com tantas e tantas áreas de nossa vida? Deus continuamente poupando-nos de sofrimentos e tristezas por meio do entendimento de sua maravilhosa vontade? É certo que sim. Nosso Deus é Deus de amor.

O caminho para aquele que almeja um relacionamento sério que culmine em um casamento sério, duradouro, maduro, em amor e em felicidade, precisa, antes de tudo, passar por um relacionamento sério com Deus. Mas não apenas ter um compromisso nominal com o Senhor; é preciso passar por uma acurada investigação interior questionando a si e a natureza deste compromisso. Deus é, de fato, minha satisfação? Meu rochedo, meu prazer, meu amor perpétuo? Estou certo de que Ele é minha alegria, minha herança, meu maior bem e que não há coisa na terra e fora da terra que se compare a Ele? Preciosíssimo é o meu relacionamento com Deus, mais que todas as coisas que eu almejo e as que eu já possuo? Minha vida está à disposição do serviço para o crescimento do Reino de Deus? Se as respostas são convictos “sim” e isso reflete verdadeiramente no viver, então  há forte maturidade espiritual e plena felicidade em Deus. Se não, é preciso buscar no Senhor esse relacionamento com oração, conhecimento da Palavra, quebrantamento e reconhecimento da soberania de Deus, convicto de que o viver é Cristo e o morrer é lucro. Um relacionamento feliz, um casamento feliz é fruto desta felicidade. Na verdade, se não há felicidade primeiramente em Deus, de fato, não há genuína felicidade em parte alguma de nossa existência.

É preciso que o casal busque diariamente a face de nosso Deus. Sem Deus, sem sede e fome de Jesus Cristo, seja namoro entre cristãos, seja namoro entre pessoas do mundo, seja casamento entre cristãos, seja casamento entre pessoas do mundo, todos trilharão, do início feliz pelo meio intrincado até o fim infeliz, uma tortuosa jornada rumo à separação ou pior: uma vida conjugal conveniente, infeliz e sem amor. Meramente uma questão de tempo. Uns chegam mais cedo, outros mais tarde. Não se iluda, nem se debata, não entre no ciclo mentiroso de satanás, creia apenas. Sem Deus não há felicidade, não há crescimento, não há amadurecimento, não há amor genuíno, não há estabilidade em relacionamento algum.

Portanto, para romper o ciclo de frustrações, o alvo do casal, seja no namoro, seja no casamento, precisa ser a consciência, a convicção, de que Jesus é nossa perpétua fonte de alegria e plena satisfação, e não o namorado, namorada, marido ou esposa ou qualquer coisa deste tempo e dos tempos vindouros. É preciso amadurecer nesse sentindo, caminhar nessa direção continuamente em dependência do Senhor desenvolvendo, ambos, um maduro relacionamento com Deus que, consequentemente, trará um maduro relacionamento um com o outro. Assim, ambos, homem e mulher, em uma só carne diante de Deus, com a boa consciência de que Jesus Cristo é o ponto de encontro, é a vida, é tudo para ser feliz e que ambos são completos em Deus e por Deus, há, então, a força para manter a chama inicial de amor muito bem acessa, há um sucessivo amadurecimento emocional e, principalmente, espiritual; há força para enfrentar toda a turbulência da convivência, as dificuldades da vida a dois, toda forma de vendaval de conflito e todo tipo de ataque demoníaco, porque ambos compartilham do amor de Jesus Cristo, que é eterno, bom, maravilhoso, poderoso e perfeito.

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Dorly Junior

Dorly Junior

Dorly Junior é servo de Deus. E descobriu no Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, a genuína liberdade da escravidão do próprio ego. Curte Rock'n'roll e filme de terror. Atende no Facebook. Me acha lá! =D

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