A boa obra

A boa obra do reino de Deus envolve se dispor a fazer, participar, se envolver.

Verdadeiramente, as muitas obras e as muitas atividades sociais e religiosas por si só não representam absolutamente nada, no entanto, onde há fé, há obras. E perceba, isto é uma verdade absoluta vinda de Deus, não é “onde há fé, talvez haja obras”, mas, sim, “onde há fé, há obras”. Há envolvimento. Há participação. De forma que a garantia de obras não é garantia de fé, mas a garantia de fé é a garantia de obras. Portanto, onde se diz haver fé, contudo, não há envolvimento, não há participação, não há obras; genuinamente nunca houve fé.

Dia desses saiu uma matéria na Gazeta Online (matéria que você acompanha ao final do texto), comentando sobre o resultado de uma pesquisa anual feita pela Revista Comunhão que aponta que mais de 60% dos evangélicos não ocupa e nem participa de nenhuma atividade dentro de suas denominações. O número fica pior, segundo a Revista, se for observado pesquisas realizadas por outras empresas que dão conta de que nem 7% dos membros das denominações evangélicas participam das atividades da igreja.

A matéria prossegue dizendo que hoje vivemos numa sociedade de consumidores, de pessoas que vão à igreja apenas nos domingos e não se envolvem com as demais atividades; de que estamos numa sociedade mais atribulada, com muitas demandas econômicas, sociais e até individuais. A matéria indica que praticar a fé tornou-se algo inviável cabendo à igreja adaptar-se à sociedade de maneira a atender a demanda de cada fiel lançando mão de estratégias variadas como horários mais flexíveis, grupos de discussão em redes sociais, cultos semi-presenciais e a adoção de células, os pequenos grupos ou grupos familiares. A matéria sugere que este afastamento da prática da fé é algo que crescerá continuamente nos próximos anos.

De fato, as denominações evangélicas estão repletas de consumidores, de pessoas que pulam de denominação em denominação buscando algum milagre ou uma satisfação pessoal quanto à forma do culto prestado. De fato, as igrejas estão tomadas por atores nos púlpitos e de atores nos bancos numa espécie de teatro onde todo mundo atua, de pessoas que por uma única noite durante a semana cantam a Verdade, pregam a Verdade, falam de vida na Verdade, porém que não conhecem a Verdade e tampouco a praticam. Ao bem da verdade, como praticar algo que não se conhece? De fato, as igrejas hoje estão cheias de filhos da desobediência, de filhos deste mundo com prioridade deste mundo que da Verdade em Cristo Jesus nada sabem e nada entendem, apesar de se acharem verdadeiros sábios da Verdade.

Para muitos, a igreja, o culto ao Senhor, é um evento, um lugar de comunhão, onde se assiste a uma boa palestra, se ouve uma boa música e só. Um lugar para ir. Um lugar para se estar. No entanto, a verdade é que o culto ao Senhor, no tempo, começa no berço e termina na sepultura. O culto ao Senhor no templo é simplesmente o ajuntamento de vários cultos ambulantes que, espontaneamente e racionalmente, dedica, unissonante, um culto formal ao Senhor dos Senhores, o nosso Deus. De maneira que se não há um culto interno, no viver da pessoa, tampouco há um externo. E o culto interno que reflete o externo, passa por obras, passa por envolvimento e participação.

Verdadeiramente, as muitas obras e as muitas atividades sociais e religiosas por si só não representam absolutamente nada, no entanto, onde há fé, há obras. E perceba, isto é uma verdade absoluta vinda de Deus, não é “onde há fé, talvez haja obras”, mas, sim, “onde há fé, há obras”. Há envolvimento. Há participação. De forma que a garantia de obras não é garantia de fé, mas a garantia de fé é a garantia de obras. Portanto, onde se diz haver fé, contudo, não há envolvimento, não há participação, não há obras; genuinamente nunca houve fé. No Reino do Senhor não há morno, há frio ou quente, tem ou não tem, é ou não é. Se você tem genuína fé, então você tem obras, então você participa, então você se envolve. Se você diz ter fé, mas não tem obras, não participa e nem se envolve, então, você vive um mentira e precisa parar de se enganar.

E que diremos? Que se não há envolvimento, não há participação; que se não há participação, não há obras; que se não há obras, não há fé e se não há fé, não há conversão e que se não há conversão, não houve, ainda, salvação na vida do cristão? Quem dirá é o Senhor. O que podemos afirmar sem sombras de questionamentos é que se há salvação, há conversão; se há conversão, há fé; se há fé, há obras; se há obras, há participação; se há participação, há envolvimento.

Quer dizer que se não participo de nenhuma atividade de minha denominação, que se não atuo em nenhuma obra em prol do Reino de nosso Deus, não sou salvo, não tenho fé, não tenho a salvação em Jesus Cristo? Novamente, quem dirá é o Senhor e a própria consciência do indivíduo, porque, novamente, estar engajado em ministérios e obras não garante fé e nem salvação e nem vida com Deus. O que se pode dizer é que há salvos e que há convertidos. Todo salvo se converterá ao Senhor em momento oportuno e determinado por Deus. Todo convertido tem sede de Deus, o busca, participa e se envolve, pois entende que Deus é sua necessidade primordial, que o Senhor é sua suficiência e que todo o resto é perda. Nesta busca constante por Deus, o Senhor fará Sua obra manifesta em sua vida, que Jesus Cristo, nosso Rei e Redentor, aquele que vive em nós, fará maravilhas neste tempo em meio a nossas muitas falhas. Logo, aquele que busca o Senhor, deleitando-se Nele, naturalmente é encaminhado a se envolver e a participar realizando obras para o Reino de Jesus Cristo. Boa obra vem acompanhada de busca por Deus, boa obra sem busca, não é boa, é enfado, é obrigação, é prazer próprio, vaidade própria e nela não há prazer verdadeiro.

Mas alguém dirá: Minha vida é vida atribulada, corro de um lado para o outro com o trabalho, com a faculdade que me aperta, com meus afazeres que me consomem, com meus problemas e minhas intensas dificuldades. Ora, e quem não passa por todas essas coisas? Acaso aqueles que atuam de alguma forma na obra do Senhor, no envolvimento nas coisas de Deus, são de outro planeta? Vivem em outra vida? Não tem problemas, não são atribulados pelo trabalho e por toda a engenharia opressora deste tempo em que vivemos? E como servem? Buscando a Deus, se envolvendo, se dispondo.

O Senhor não nos chama para desfazermos de nosso trabalho, de nossos afazeres, de nossos estudos, de nossa família, nosso Deus, reforça que devemos atentar para todas estas coisas e Ele é conosco em todas elas. O que não podemos é negligenciar a boa obra do Reino que Ele nos dá diariamente para fazer, seja no trabalho, seja na escola e, sobretudo, na comunidade cristã onde comungamos. Desfazer da boa obra do Senhor e focar apenas nas prioridades deste tempo, deste mundo, é como ajuntar tranqueiras sem serventia alguma até o tempo de partir para a eternidade. Corre-se tanto, esforça-se tanto, incomoda-se tanto, perturba-se tanto, por absolutamente nada, por estorvos de préstimo nulo, por amontoados de títulos, de bens, de honras, de vaidades que valem por brevíssimo tempo de uma vida apenas. Ora, há tempo para tudo debaixo do sol, inclusive para servir a Deus, não se engane dizendo que não há.

Disponha-se para conhecer mais do prazer em servir ao Deus Todo-Poderoso, para praticar a boa fé no nome do Senhor Jesus Cristo e realizar toda boa obra de seu Reino adquirindo, assim, a boa consciência de que o maior bem desta vida, e também de toda a eternidade, é Deus. Envolva-se. Pratique a fé. E aquele que já tem a boa consciência, que já se envolve, que já pratica a boa fé, não se dê por satisfeito, mas, de contínuo, ore pelos que ainda não participam e nem se envolvem e por toda obra do Reino de Deus na distância e ao redor. Porque a boa obra se faz de pé, mas a batalha só se vence prostrado de boca no pó em oração ao Deus de toda a criação.

Escolhamos todos nós a boa parte desta vida que é adorar ao Senhor Jesus, aprender e praticar os seus ensinamentos.

Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas cousas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só cousa: Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada. Lucas 10:41-42

Link para a matéria: Evangélicos: eles participam menos da vida na igreja

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Dorly Junior

Dorly Junior

Dorly Junior é servo de Deus. E descobriu no Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, a genuína liberdade da escravidão do próprio ego. Curte Rock'n'roll e filme de terror. Atende no Facebook. Me acha lá! =D

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